Demonstração do Praxis-1 com base móvel e estante em ambiente de teste
Tecnologia e IA

CEO da Runway revela Praxis-1 e Ads com IA no Summit

No Runway Summit, a empresa apresentou o modelo robótico open-weight Praxis-1 e uma ferramenta para criar e otimizar anúncios com IA, sinalizando a expansão da IA de vídeo para robótica e marketing.

Danilo Gato

Danilo Gato

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6 de outubro de 2026
10 min de leitura

Introdução

Praxis-1 chegou para colocar a IA de vídeo no corpo de robôs e não só nas telas. No Runway Summit, a empresa apresentou um modelo open-weight para controle robótico e exibiu uma ferramenta para criar e otimizar anúncios com IA, ampliando o alcance prático dos modelos de vídeo. Esses anúncios de produto vieram acompanhados de uma entrevista onde a liderança da Runway explicou por que modelos de vídeo e world models estão ganhando tração em marketing, entretenimento e robótica. (runway.com)

A palavra chave aqui é Praxis-1. O modelo foi anunciado em setembro de 2026 como um world action model que transforma o pré-treinamento em vídeo da Runway em controle de robôs reais. A empresa afirma que vai oferecer pesos abertos, que o sistema generaliza entre diferentes hardwares e que já roda com parceiros como Noble Machines, Standard Bots e Ultra. (runway.com)

Por que o Summit da Runway importa para o futuro da IA de vídeo

O Runway AI Summit tornou-se o palco para sinais concretos de para onde a IA de vídeo está indo. No encontro de 2026, a empresa não focou só em cinema e publicidade, mostrou caminhos para uso corporativo e em robótica. Segundo a cobertura do The Deep View, foram apresentados Runway Ads, voltado a gerar e otimizar campanhas pagas, e Praxis-1, que adapta-se a novas estruturas robóticas com leve fine-tuning. A matéria foi publicada em 2 de outubro de 2026 e destaca o tom ambicioso da empresa para os próximos 12 a 18 meses. (thedeepview.com)

A própria página oficial do Summit reforça a proposta de reunir líderes para discutir como a IA será usada nas organizações mais ambiciosas. Em 2026, a agenda espelhou essa guinada, conectando conteúdo criativo, experimentação em marketing e aplicações físicas. (summit.runwayml.com)

Praxis-1, o que realmente muda para a robótica

Praxis-1 é apresentado como um world action model open-weight. A Runway explica que, em vez de depender exclusivamente de dados caros de teleoperação, o caminho passa por pré-treinamento massivo em vídeo, inclusive web e vídeo sintético, aproximando a ideia dos scaling laws, só que para previsão de próximos frames. Um ponto técnico relevante, citado pela empresa, é a alta correlação, 0,95, entre políticas simuladas dentro do world model e resultados no mundo real, competindo com técnicas de reconstrução 3D mais caras. Isso indica que a simulação baseada em vídeo pode reduzir custos e acelerar ciclos de desenvolvimento de políticas. (runway.com)

Na prática, o argumento é simples, quanto mais vídeo, melhor o modelo entende física, intenção, progressão de tarefas e detalhes de manipulação. Em testes, a Runway afirma que políticas pré-treinadas em vídeo atingem desempenho semelhante a políticas treinadas do zero com vídeo de robô teleoperado, enquanto escalam mais facilmente para múltiplos contextos. O material técnico da empresa também lista casos em que demonstrações puras falham, ambientes com muitos objetos similares, transparência, oclusões e deformáveis como tecidos. (runway.com)

O roadmap de acesso começa por parceiros selecionados antes do lançamento público, incluindo Noble Machines, Standard Bots e Ultra, cada um rodando o modelo no próprio hardware. Essa abordagem de co-desenvolvimento tende a produzir validação cruzada em contextos industriais e domésticos, por exemplo, braços de 6 eixos em linhas de montagem, bases móveis para logística interna, manipulação bimanual para tarefas de picking e packaging. (runway.com)

Do estúdio ao chão de fábrica, como os world models conectam vídeo, apps e robôs

A Runway vem argumentando que modelos de vídeo e world models são motores de generalização, úteis para Hollywood e para agentes físicos. Na entrevista ao The Deep View, o co-CEO Cristóbal Valenzuela diz que o mesmo conhecimento que cria vídeos convincentes alimenta robôs e que o foco agora é escalar a generalização, não só a qualidade visual. Esse raciocínio se alinha ao push recente da empresa por modelos interativos em tempo real, como Solaris, apresentados como interface world models voltados a construir interfaces e apps quadro a quadro. (thedeepview.com)

Solaris foi anunciado em 31 de agosto de 2026 e se apoia no Gen-4.5 para entender interação e responder em tempo real. A Runway descreve Solaris como um sistema que gera a interface frame a frame, enquanto um modelo de linguagem decide como essa interface evolui, uma pista de como world models podem se tornar camadas operacionais, não só renderizadores de vídeo. (runway.com)

Se o objetivo é levar modelos do design para a execução, a afirmação na entrevista de que implantações de physical AI totalmente live podem surgir em 12 a 18 meses estabelece um horizonte pragmático, otimista, porém testável. Esse tipo de deadline costuma pressionar melhorias de latência, footprint de modelo e toolchains de avaliação offline, itens que a própria Runway lista como blocos do seu stack de robótica. (thedeepview.com)

Ads com IA, do teste criativo ao agente que publica e mede

No mesmo Summit, a Runway mostrou uma solução para anúncios com IA. O The Deep View descreve o lançamento de Runway Ads, um agente para criar, editar, publicar e acompanhar performance de peças publicitárias de ponta a ponta. A página de produto atual de Agent detalha funções que combinam geração, variação criativa e formatação automática por canal, além de prometer análises para entender por que um criativo performa melhor do que outro. O material cita acesso a modelos como Gen-4.5, Aleph 2.0 e Kling 3.0 Pro, escolhidos automaticamente conforme a tarefa. (thedeepview.com)

Para equipes que precisam de iteração rápida sem partir do zero, a Runway documenta o app Create Ad no Help Center. O fluxo usa três inputs, um anúncio de referência, uma imagem de produto ou cena e um prompt curto com tagline, e roda em um modelo de imagem chamado Nano Banana Pro. A ideia é acelerar variações em 16 por 9 e depois escalar formatos automaticamente com o Agent. (help.runwayml.com)

Essa combinação de Agent e Create Ad é um avanço prático, não apenas um conceito. Marcas podem, por exemplo, importar um criativo que já funcionou em Meta, gerar variações com novos produtos e legendas, publicar na grade certa e analisar resultados em um só lugar. O benefício, menor dependência de múltiplas ferramentas, menos retrabalho de exportação e sizing, e testes A B mais frequentes com custo marginal baixo. (runway.com)

Ilustração do artigo

O que as lideranças da Runway dizem e como isso afeta decisões de investimento

A entrevista do The Deep View traz mensagens estratégicas claras. Primeiro, a crença de que os Estados Unidos ainda estão focados em LLMs enquanto a China está mais orientada a vídeo e robótica. Segundo, a previsão de que world models vão se tornar espinha dorsal da próxima fronteira de inteligência, especialmente para embodied AI. Terceiro, a ênfase em agentes que executam tarefas, com ads sendo o primeiro passo para experiências onde se interage com pixels, não só com texto. Para líderes de produto e marketing, o recado é direcionar budgets para pipelines que conectem geração, edição, publicação e mensuração, aproveitando a automação fim a fim. (thedeepview.com)

No nível organizacional, a Runway passou a operar com co-CEOs em 26 de fevereiro de 2026, quando o cofundador Anastasis Germanidis assumiu a função ao lado de Cristóbal Valenzuela. Esse modelo de liderança sinaliza foco simultâneo em pesquisa, produto e go-to-market, o que ajuda a explicar a cadência de lançamentos como Solaris, Praxis-1 e Agent em janelas curtas. (runway.com)

Aplicações práticas imediatas para equipes criativas e operações

  • Marketing e growth
    • Use Create Ad para gerar variações rápidas de um anúncio campeão com novos produtos e calls. Em seguida, peça ao Agent para escalar formatos por canal, 9 por 16 para Reels e Stories, 16 por 9 para YouTube, 1 por 1 para feed, e programar testes A B. Esse fluxo reduz tempo de setup e aumenta a cadência de experimentação. (help.runwayml.com)
  • Produto e inovação
    • Teste world models interativos para protótipos de interface e microaplicativos com Solaris, úteis para POCs de onboarding, tutoriais e áreas de produto que exigem respostas em tempo real. Isso antecipa a migração de experiências estáticas para camadas geradas on the fly. (runway.com)
  • Operações e robótica
    • Mapear processos de manipulação, pick and place e abastecimento interno onde políticas generalistas podem render ganhos. Considere pilotos em células com braços de 6 DoF ou bases móveis. O foco inicial é medir latência, taxa de sucesso em tarefas multi-etapas e custo de re-treinamento. A parceria com vendors como Standard Bots e integradores como Ultra sugere caminhos de adoção modular. (runway.com)

Riscos, limites atuais e sinais a monitorar

  • Desempenho em edge cases
    • Embora a Runway apresente uma correlação alta em simulação, implantações reais em ambientes não controlados sempre expõem falhas de percepção, transparência e oclusão, pontos que a própria empresa lista como difíceis. Padrões de QA e validação offline devem ser obrigatórios, com auditorias de drift e monitoramento de segurança. (runway.com)
  • Custos e latência
    • Para sair do laboratório, políticas precisam rodar com latência baixa e footprint adequado. O cronograma de 12 a 18 meses para deployments live é ambicioso e depende de engenharia pesada, otimização de runtime e toolchains maduros para avaliação. Métricas de tempo para decisão, consumo energético e custo por ciclo de tarefa precisam entrar no business case. (thedeepview.com)
  • Conformidade e direitos autorais
    • Em publicidade, a governança de dados de marca, direitos de imagem e trilhas de auditoria para claims precisa acompanhar a automação. O benefício de consolidar criação, publicação e medição em um agente vem junto da responsabilidade de registro de versões e atribuição de fontes de mídia. (runway.com)

Benchmarks estratégicos e o que observar a seguir

  • Roadmap de abertura de pesos do Praxis-1 e documentação para integração em hardwares de terceiros, inclusive APIs e SDKs de política. Quando os pesos forem liberados, a velocidade com que a comunidade portar para novos robôs será um indicador da generalidade do modelo. (runway.com)
  • Casos de uso corporativos de Solaris além de demos. Mais do que gerar UI frame a frame, será crucial ver aplicações persistentes, por exemplo, módulos de suporte que se adaptam ao usuário durante uma sessão completa. (runway.com)
  • Evolução do Agent, principalmente nas partes de atribuição de resultado e integração com dados de campanhas. Se o produto entregar análises claras de por que um criativo vence, a adoção tende a acelerar em times pequenos e grandes. (runway.com)

Conclusão

O Runway Summit de 2026 marca uma virada de chave, IA de vídeo deixa de ser só uma ferramenta de pós produção e passa a operar como camada de execução em marketing e robótica. Praxis-1, com proposta open-weight e validação com parceiros, coloca peças no tabuleiro para uma adoção mais ampla de políticas generalistas treinadas a partir de vídeo. Em paralelo, a chegada de um agente para anúncios cria um pipeline que une criação, publicação e análise sem saltos entre ferramentas. (thedeepview.com)

O próximo ano e meio vai testar a promessa de latência baixa, segurança e ROI. Para líderes de produto, marketing e operações, a oportunidade está em pilotar agora, aprender com métricas reais e preparar a organização para uma era em que world models não só geram pixels, também tomam decisões úteis no mundo físico e nos canais de mídia. (thedeepview.com)

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