Como usar o Leonardo AI: guia completo pra criar imagens com IA (2026)
Danilo Gato
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O Leonardo AI é uma plataforma de geração de imagens por inteligência artificial, hoje parte do Canva, com plano gratuito de 150 créditos por dia (dá pra gerar entre 18 e 30 imagens, dependendo do modelo escolhido). Pra começar: crie uma conta em leonardo.ai, escolha o modelo Phoenix (o mais recente, ótimo pra texto legível dentro da imagem), escreva um prompt descrevendo cena, estilo e enquadramento, e gere. O diferencial real do Leonardo — o que a maioria dos guias não te conta — está em três recursos: Elements (estilos treinados que você combina com o prompt), Image Guidance (pra copiar pose, composição ou paleta de uma imagem de referência) e o Canvas (edição em tempo real com inpainting e outpainting). Neste guia eu mostro como usar os três de verdade, não só o básico de “escreveu, gerou”.
Na CPDF (Comunidade Profissionais do Futuro - por Danilo Gato) a gente usa ferramenta de geração de imagem toda semana pra criar capa de conteúdo, material de aula e post — e o Leonardo entrou nesse fluxo justamente pelo controle fino que ele dá, que vou detalhar aqui.
O que é o Leonardo AI (e por que ele não é só “mais um gerador de imagem”)
O Leonardo nasceu na Austrália e cresceu rápido: passou de zero a mais de 19 milhões de usuários em cerca de dois anos. Em julho de 2024 foi comprado pelo Canva por um valor estimado em US$ 320 milhões (o valor exato nunca foi divulgado oficialmente, mas essa cifra saiu de documentos da Blackbird, maior acionista do Canva, e foi replicada por várias publicações do setor). Os 120 funcionários da empresa, incluindo o time executivo, foram incorporados ao Canva.
Hoje, em 2026, o Leonardo já passou de 30 milhões de usuários e mais de 2 bilhões de imagens geradas na plataforma — e a tecnologia dele virou a espinha dorsal do Magic Media, o gerador de imagem e vídeo do Canva. Ou seja: se você já usou “Gerar imagem com IA” dentro do Canva, uma parte disso é Leonardo por baixo do capô. Mas a plataforma própria continua ativa e com mais controle avançado que a versão simplificada dentro do Canva.
O modelo próprio deles, o Phoenix, foi o primeiro modelo fundacional treinado do zero pela empresa — e o ponto forte dele é justamente onde a maioria dos geradores de imagem falha: texto legível dentro da imagem. Se você precisa de um pôster, uma capa com título embutido ou uma peça com frase curta, o Phoenix renderiza a tipografia de forma muito mais limpa que a média do mercado.
Passo a passo: sua primeira imagem no Leonardo AI
- Crie a conta em leonardo.ai (dá pra entrar com Google). O plano gratuito já libera 150 créditos por dia, renovados diariamente (não acumulam de um dia pro outro).
- Escolha o modelo. Pra uso geral com texto ou fidelidade alta ao prompt, comece pelo Phoenix. Pra estilos artísticos mais soltos, vale testar os modelos “Leonardo Diffusion” clássicos — eles consomem menos crédito por imagem (em média 4 a 6 créditos contra um custo maior do Phoenix em alta qualidade).
- Escreva o prompt como frase completa, não como lista de palavras soltas. Descreva sujeito, ação, cenário, iluminação e enquadramento na mesma frase. Prompt vago gera imagem genérica — regra que vale pra qualquer gerador, não só o Leonardo.
- Use o Negative Prompt. É um campo separado do prompt principal onde você lista o que NÃO quer aparecer (ex.: “mãos deformadas, texto borrado, marca d’água”). É a técnica mais simples que mais gente ignora, e que resolve boa parte dos erros clássicos de anatomia e artefato visual.
- Gere, avalie, refine. O Leonardo mostra 4 variações por geração — escolha a mais próxima do que você quer e use ela como base pras próximas técnicas abaixo, em vez de tentar acertar tudo num prompt só.
Técnica avançada 1: Elements — o recurso que a maioria dos guias não explica
Elements são estilos e conceitos pré-treinados (parecido com o conceito de LoRA, se você já mexeu com Stable Diffusion) que você pluga no seu prompt pra puxar a geração numa direção específica — um estilo de ilustração, uma paleta, um tipo de composição — sem precisar descrever tudo isso em texto. Você combina o Element com o prompt normal, e pode empilhar mais de um Element ao mesmo tempo, ajustando a força de cada um numa régua deslizante.
Na prática: em vez de escrever um parágrafo inteiro tentando descrever “estilo aquarela solta com traços visíveis de pincel”, você ativa um Element de aquarela e economiza o trabalho de descrever visualmente algo que é mais fácil de “apontar” do que explicar em palavras. É o recurso mais subestimado da ferramenta — a maioria de quem usa o Leonardo nunca sai do prompt de texto puro.
Técnica avançada 2: Image Guidance — copiando pose, composição ou cor de uma referência
Se você tem uma imagem de referência (uma pose específica, um enquadramento de foto, uma paleta de cores de uma campanha) e quer que a IA siga essa referência em vez de inventar do zero, o recurso certo é o Image Guidance. Você sobe a imagem de referência, escolhe qual característica quer copiar (estrutura, profundidade, borda, pose) e ajusta numa régua o quanto o resultado final deve seguir a referência versus se soltar do prompt.
É diferente do “Image to Image” simples: aqui dá pra combinar múltiplos guias ao mesmo tempo — por exemplo, seguir a pose de uma foto e a paleta de cor de outra, na mesma geração. Pra quem produz conteúdo em série (post de Instagram, por exemplo) e precisa manter uma identidade visual consistente entre imagens, isso é o que resolve — muito mais eficiente do que regerar do zero até “parecer” com o padrão anterior.
Técnica avançada 3: Canvas — edição em tempo real, inpainting e outpainting
O Canvas do Leonardo é um editor onde você desenha formas grosseiras (até um rabisco vale) e a IA refina em tempo real dentro daquela área, sem precisar rodar o modelo inteiro de novo. Tem um controle de “criatividade” que define o quanto o resultado final vai respeitar o seu rabisco literal versus reinterpretar livremente.
Dois usos práticos que resolvem problema de verdade:
- Inpainting: selecione só uma parte da imagem já gerada (um rosto errado, um objeto estranho, uma mão com dedo a mais) e regenere só aquele pedaço, mantendo o resto intacto. Muito mais rápido que descartar a imagem inteira por um detalhe.
- Outpainting: expanda os limites da imagem original, “continuando” a cena pra fora do enquadramento original — útil quando você gerou uma imagem quadrada mas precisa de um formato widescreen ou vertical pra Stories, por exemplo.
Perguntas frequentes sobre o Leonardo AI
O Leonardo AI é gratuito?
Sim, tem plano gratuito com 150 créditos por dia, que resetam diariamente (não acumulam). Dependendo do modelo escolhido, isso dá entre 18 e 30 imagens por dia. As gerações do plano gratuito ficam públicas na galeria da plataforma — se você precisa de geração privada, aí entra um plano pago, que começa por volta de R$ 60-70/mês na cotação atual (os planos pagos têm nomes como Essential, Premium e Ultimate, com créditos mensais crescentes e “banco de créditos” que acumula o que sobrou de um mês pro outro).
O Leonardo AI tem versão em português?
A interface principal é em inglês, mas os prompts funcionam bem em português — o modelo entende a instrução mesmo sem tradução. Se a qualidade do resultado cair com prompt em português, vale testar a mesma ideia em inglês pra comparar (alguns modelos têm treino mais forte em inglês, isso é comum em toda a categoria de geradores de imagem, não é exclusividade do Leonardo).
Qual a diferença entre o Leonardo AI e o Midjourney?
O Midjourney tende a produzir resultados com estética mais “artística” por padrão, mesmo com prompt simples, e roda só via Discord ou site próprio sem app dedicado de edição. O Leonardo entrega mais controle técnico direto na interface — Elements, Image Guidance com múltiplos guias simultâneos e o Canvas com inpainting/outpainting embutido — o que pesa mais pra quem precisa de consistência visual em produção de conteúdo em série. Se você já usa Midjourney e quer comparar os dois de perto, temos um guia completo de como usar o Midjourney aqui no blog.
Dá pra usar as imagens do Leonardo AI comercialmente?
Nos planos pagos, sim — você recebe uma licença pra uso comercial das imagens geradas. No plano gratuito, a licença também permite uso comercial, mas as gerações ficam públicas na galeria da plataforma (qualquer pessoa pode ver o que você gerou). Antes de usar em um projeto de cliente, vale ler os termos atualizados na própria plataforma, porque política de licenciamento de ferramenta de IA muda com frequência.
O Leonardo AI é do Canva?
É, desde julho de 2024. O Canva comprou o Leonardo e incorporou a tecnologia no Magic Media (o gerador de imagem e vídeo dentro do próprio Canva), mas o leonardo.ai continua funcionando como plataforma independente, com mais opções avançadas de controle do que a versão simplificada integrada ao Canva.
Qual o melhor modelo do Leonardo AI pra usar hoje?
O Phoenix é o modelo mais recente e o mais indicado como ponto de partida, principalmente se a sua imagem precisa de texto legível (poster, capa com título, material com frase curta) — é onde ele se destaca da maioria dos concorrentes do mercado. Pra estilos mais soltos ou econômicos em crédito, os modelos de Diffusion clássicos da própria plataforma ainda são uma opção válida.
Pra ir além
Se seu objetivo é criar imagem pra conteúdo (post, capa, material de aula), o pulo do gato não é só a ferramenta — é combinar geração de imagem com um processo de conteúdo redondo. Já escrevemos sobre isso nas ferramentas de IA para produtividade no trabalho e em como criar vídeos com IA, se seu próximo passo depois da imagem for vídeo.
Fontes: TechCrunch — Canva acquires Leonardo.ai, Canva Newsroom — Welcome to Canva, Leonardo!, Leonardo.Ai Help Center — Image Guidance.
