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Google Ads vai atualizar automaticamente Dynamic Search Ads para AI Max em setembro

Mudança importante no Search. Em setembro, o Google Ads vai migrar automaticamente campanhas elegíveis de Dynamic Search Ads para AI Max, com novos recursos de IA e ajustes operacionais para equipes e agências.

Danilo Gato

Danilo Gato

Autor

20 de abril de 2026
11 min de leitura

Introdução

A partir de setembro de 2026, o Google Ads iniciará a atualização automática de Dynamic Search Ads para Google Ads AI Max, impactando contas que ainda usam DSA com configurações legadas e elegíveis. O anúncio oficial deixa claro que não será mais possível criar novas campanhas com DSA no Google Ads, no Editor e na API, o que exige um plano de migração cuidadoso.

A importância é direta. Google Ads AI Max reúne recursos de IA para ampliar cobertura, gerar e combinar criativos, e otimizar lances e correspondências no Search. O Google apresentou essa proposta como evolução do Search com IA já em 2025 e vem expandindo controles desde então. Para quem depende de DSA para minerar termos e cobrir long tail, a estratégia precisa ser revista.

Este guia prático explica o que muda em setembro, como Google Ads AI Max se diferencia de DSA, quando usar em vez de Search padrão ou Performance Max, o que observar em métricas, riscos, oportunidades e um checklist de migração para reduzir atrito e preservar performance.

O que muda em setembro e quem é impactado

O Google confirmou que, a partir de setembro de 2026, campanhas de Search com configurações legadas elegíveis serão atualizadas automaticamente para Google Ads AI Max e que novas DSA não poderão mais ser criadas em nenhuma das interfaces oficiais. Isso vale para Google Ads, Google Ads Editor e Google Ads API. A mudança consolida a transição do Search para recursos nativos de IA.

Publicações do ecossistema detalham o cronograma e dão pistas úteis. Relatos destacam o anúncio de 15 de abril de 2026, quando o Google indicou que AI Max saiu de beta e que upgrades voluntários começariam, com upgrade automático em setembro. Também citam histórico de suporte a AI Max na API, o que sinaliza maturidade da funcionalidade no stack técnico.

Na prática, equipes que mantinham DSA para cobrir termos com base no site ou para descobrir novas consultas precisarão revisar como AI Max trata expansão de cobertura, geração de criativos e correspondência ampla. O efeito é maior em contas com dependência de DSA para descoberta, em estruturas que misturam grupos dinâmicos e de palavras chave e em operações que integram Editor e API nos fluxos de trabalho.

O que é Google Ads AI Max no contexto de Search

Google Ads AI Max não é um novo canal isolado. É um conjunto de recursos de IA aplicado às campanhas de Search para ampliar cobertura, automação criativa e otimização. A proposta foi apresentada publicamente em 2025, com recomendação de adoção gradual e promessa de ganhos de eficiência com um clique, enquanto o Google reforçava que a governança de ativos e sinais seria central para bons resultados.

Outras comunicações oficiais da área de Ads, ao longo de 2024 e 2025, também avançaram na direção de mais automação, mensuração robusta e controles adicionais. Os materiais destacaram ganhos médios de ROAS em Performance Max em estudos de MMM e melhora de Ad Strength em Search quando se usa a experiência conversacional, o que sinaliza como a IA vem sendo incorporada a formatos de performance. Embora esses dados tratem de contextos diferentes, ajudam a entender o racional por trás do AI Max.

Em termos práticos, Google Ads AI Max, dentro de Search, pode ampliar correspondência, aproveitar conteúdo do site e ativos existentes para criar variações e explorar novas consultas relevantes. O controle vem de sinais de negócio, negativo de consultas, páginas finais permissíveis, feeds e políticas de ativos. A arquitetura exige disciplina de dados, páginas de destino claras e inventário estável.

DSA, Search padrão, Performance Max e AI Max, como comparar

  • DSA, Dynamic Search Ads: cobertura dinâmica baseada no conteúdo do site. Bom para long tail e descoberta, porém com limitações de controle criativo e de correspondência quando comparado a estratégias modernas de IA. Em setembro, DSA deixa de ser criável e campanhas elegíveis serão atualizadas para AI Max.
  • Search padrão: estrutura guiada por palavras chave, match types, negativos, anúncios responsivos e extensões. Mantém alto controle, porém a descoberta pode ficar cara e lenta sem sinais de IA.
  • Performance Max: campanha multicanais que usa IA para alocar orçamento entre Search, Shopping, Display, YouTube, Gmail, Discover e Waze, com enfoque em metas de conversão. Estudos citados por Google indicaram ganhos médios de ROAS versus campanhas de performance de plataformas sociais em 2023, embora os resultados variem por vertical.
  • Google Ads AI Max no Search: camada de IA para ampliar cobertura, gerar e otimizar criativos, e ajustar correspondência além das palavras chave. Materiais independentes reforçam que AI Max não é um novo tipo de campanha, e sim um modo ou conjunto de recursos aplicados ao Search.

Insight prático: estruturas muito rígidas, com listas extensas de exatas, tendem a capturar apenas demanda conhecida. AI Max pode ajudar a cobrir variações sem perder completamente o controle, desde que se defina páginas finais, ativos e negativos de forma estratégica.

Impactos técnicos, Editor e API, o que muda no fluxo

O anúncio do Google é explícito sobre impossibilidade de criar novas DSA também no Google Ads Editor e na API quando o upgrade começar em setembro. Para equipes que automatizam rotinas, isso implica revisar scripts, pipelines de criação e validações. Relatos da comunidade técnica mostram que a API já vinha ganhando recursos relacionados à IA desde 2025, como serviços de geração de ativos e novos tipos de automação em Performance Max, o que prepara o terreno para AI Max como recurso mainstream.

  • Auditoria de automações: identificar onde ainda existem receitas para criação de DSA, grupos dinâmicos e parâmetros. Ajustar para AI Max ou Search padrão.
  • Guardrails de criativos: com geração automática de ativos, vale conferir políticas de marca, pinagem de títulos e descrições críticas, bloqueio de imagens indesejadas e fontes de conteúdo. Discussões na comunidade apontam riscos de automação excessiva inserir imagens ou textos irrelevantes quando algum recurso automático fica ligado sem supervisão.
  • Negativos e páginas finais: especificar domínios, subdiretórios e URLs válidos. Definir listas de exclusão desde o início para evitar dispersão.

Sinais de mercado, benefícios e cautelas apontados por praticantes

A comunidade de performance marketing acompanha o AI Max com certo ceticismo em contas de lead gen e nichos de baixo volume, citando exemplos de correspondências amplas demais e custo por aquisição instável. Esses relatos não substituem testes controlados, mas ajudam a antecipar o que monitorar na migração.

Por outro lado, análises independentes indicam que AI Max se consolidou como recomendação recorrente de representantes do Google e de parte do mercado para ampliar cobertura em Search, especialmente quando há sinais de alta qualidade, CRM integrado e volume de conversões. O debate atual foca em quando usar AI Max versus Performance Max e quando manter Search padrão para termos de alto valor e alta intenção.

Recomendação equilibrada: usar Google Ads AI Max como alavanca de descoberta e escala no Search, mantendo campanhas de Search padrão com termos core protegidos por exatas e frase, com pinagem e mensagens críticas. Onde houver catálogo e mídia disponível, Performance Max continua forte para cobrir canais adicionais.

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Checklist de migração, do DSA para Google Ads AI Max

  1. Mapeamento do inventário de DSA

    • Levantar todas as campanhas e grupos dinâmicos. Marcar políticas de negativas, páginas finais e exclusões atuais.
    • Identificar campanhas mistas que combinam DSA e grupos de palavras chave para avaliar se a separação facilita governança durante o upgrade.
  2. Estrutura de destino

    • Definir onde AI Max fará sentido, por exemplo, clusters de categorias que DSA cobria bem. Para termos de alta intenção e alto LTV, manter Search padrão com correspondência controlada.
    • Em e commerce com feed sólido, considerar Performance Max para complementar Search e aproveitar alocação multicanais, sempre com metas claras.
  3. Sinais de conversão e qualidade

    • Garantir Consent Mode, tagging e conversões priorizadas, inclusive conversões aprimoradas e importação de CRM quando aplicável.
    • Ajustar metas de valor, ROAS alvo ou CPA alvo de acordo com margens e sazonalidade.
  4. Criativos e ativos

    • Fornecer headlines e descrições ancorados em propostas de valor e diferenciais que o modelo possa combinar sem distorções.
    • Ativar geração automática de ativos somente onde houver governança. Fixar mensagens críticas com pinagem. Monitorar imagens e chamadas extras.
  5. Páginas e inventário

    • Limitar escopo de URLs e subdiretórios autorizados. Bloquear categorias e páginas frágeis. Garantir velocidade e clareza de conteúdo.
  6. Controles e segurança de marca

    • Criar listas de excluídos, termos irrelevantes e páginas de baixa qualidade.
    • Revisar recomendações automáticas antes de aplicar. Desligar as que conflitam com a estratégia.
  7. Métricas e testes

    • Planejar janelas de teste com incrementabilidade, econometria leve ou testes geográficos quando possível.
    • Acompanhar custos por estágio do funil e share de impressões em Search. Considerar o impacto da experiência de busca com IA no ecossistema como um todo.
  8. Automação e API

    • Atualizar scripts e integrações que ainda tentam criar DSA via Editor ou API. Monitorar notas de versão e recursos de geração de ativos.

Métricas que importam no novo cenário

  • Termos de pesquisa e cobertura: avaliar expansão semântica gerada por AI Max e a aderência a intenção comercial. Criar camadas de negativos por tipo de consulta, funil e unidade de negócio.
  • Qualidade do criativo: medir CTR ajustado por posição, consistência de mensagens e taxa de rejeição por página de destino.
  • Valor e margem: usar lances por valor sempre que houver dados confiáveis. Para B2B, quando o ciclo é longo, conectar CRM e otimizar para fases anteriores à venda.
  • Incrementalidade: quando houver mídia multicanais com Performance Max, rodar testes controlados para entender sobreposição e contribuição real.

Casos e debates recentes, o que podemos aprender

  • Comunidade PPC: relatos de contas de lead gen com baixo volume mencionam picos de CPA e termos irrelevantes após ativar AI Max, reforçando a importância de sinais, volume e bloqueios. Esses relatos são úteis para definir guardrails, embora não substituam testes.
  • Profissionais questionam aplicação em campanhas mistas e se a atualização atinge apenas grupos dinâmicos. A recomendação prática é isolar escopos por objetivo e por controle desejado, o que simplifica governança durante e após a migração.
  • Visão estratégica: materiais independentes lembram que AI Max no Search não é um tipo de campanha novo, é um modo que habilita recursos de IA. Entender isso ajuda a alinhar expectativas e a não confundir com Performance Max.

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Riscos, limites e quando evitar AI Max

  • Baixo volume de conversões: em contas com dados escassos, AI Max pode demorar para aprender e expandir de forma útil. Nesses casos, focar em Search padrão com conjuntos de palavras chave e termos exatos pode ser mais eficiente no curto prazo, enquanto se constrói sinal de valor com micro conversões. Relatos da comunidade sustentam essa cautela.
  • Mensagens reguladas: quando a conformidade exige cópia estritamente aprovada, priorizar pinagem e limitações de geração automática. Avaliar se AI Max agrega valor sem risco de variações indevidas.
  • Estruturas legadas com dependência de DSA: migrar sem planejamento pode gerar dispersão de termos. Use listas de negativos, defina URLs autorizadas e padronize taxonomias de categorias.

Oportunidades táticas com Google Ads AI Max

  • Descoberta controlada: usar AI Max como camada para capturar variações em torno de termos rentáveis, enquanto o núcleo permanece em campanhas de Search padrão com metas e mensagens rígidas.
  • Sinais de alto valor: importar LTV, margens e estágios do funil para orientar lances por valor. Quanto mais claro o objetivo, mais a IA trabalha a favor do negócio.
  • Criativos dinâmicos com guarda: entregar conjuntos de headlines e descrições que reflitam diferenciais reais. Fixar o que é crítico e liberar o que pode variar.
  • Integração com Performance Max: para varejo com catálogo confiável e mídia rica, usar PMax para multicanais e AI Max para Search, com orçamentos e metas complementares.

Conclusão

O fim da criação de DSA e a atualização automática para Google Ads AI Max a partir de setembro mudam a forma como o Search é gerido. O movimento consolida a IA como padrão, com promessas de escala e eficiência, porém exige disciplina de dados, critérios claros de negativação, políticas de criativos e controle sobre páginas finais. O anúncio oficial e os sinais da comunidade ajudam a desenhar um plano de migração sem sobressaltos.

Para capturar ganhos, a estratégia vencedora combina estrutura de Search padrão para termos core, AI Max para descoberta com guarda e, quando fizer sentido, Performance Max para multicanais. Testes controlados, métricas por valor e governança de ativos fazem a diferença. O cenário muda em setembro, porém a vantagem competitiva continua na execução disciplinada e em dados de qualidade.

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